CONTINUAR A INOVAR

Agora que estamos, aos poucos, a voltar à nossa “nova realidade”, a questão mantém-se: o que devo fazer para continuar a ser relevante e para que possa continuar a inovar?

Durante os últimos dois meses, muitos negócios viram o seu trabalho parado ou mesmo a funcionar de uma forma bem mais lenta que o normal. Isso obrigou muitos projetos a arranjarem novas formas de se manterem relevantes num ecossistema em constante mutação. A RNI compilou 5 dicas e boas práticas que podem ajudar as empresas incubadas nesta fase inicial, para alguns, de criação de novas ideias ou projetos ou também para aqueles que já tenham apostado ativamente em novas formas de se manterem relevantes na altura que vivemos.

 

1. Reavaliar o Modelo de Negócio

Fazer mudanças num modelo de negócio quando se está numa altura de grandes incertezas, pode ser assustador. A ideia de aumentar preços ou adicionar novos produtos/serviços ao rol já existente implica uma mudança em relação ao cliente fidelizado, mas agora é o momento perfeito para implementar mudanças como estas. 

Esta é uma excelente oportunidade para explorar formas de adicionar receitas recorrentes ao seu modelo de negócio, porque isso irá aumentar drasticamente o valor do projeto/negócio. É readaptar o modelo de negócio que faça mais sentido para o projeto e implementá-lo, nem que seja aos poucos.

 

2. Desenvolver ou melhorar produtos/serviços já existentes

Muitas startups, micro, pequenas e médias empresas levaram esta questão muito a peito ao decidirem (alguns) pôr em pausa o próprio desenvolvimento dos seus produtos e focar-se na produção de desinfetante à base de álcool, máscaras ou viseiras, mas muitos não tiveram essa oportunidade. Esta é a oportunidade que deve aproveitar para abordar outras ideias ou para melhorar produtos ou serviços já existentes.

Ir ao encontro de outro tipo de serviços para oferecer, ou se encontra falhas na maneira de operar, esta é uma ótima altura para experimentar novos tipos de negócios. Em vez de manter as coisas como estavam, antes da pandemia, pense sobre quais características ajudaria um produto, já existente, a vender mais ou criar uma melhor experiência aos consumidores.

 

3. Apostar no digital

Agora, mais que nunca, todos nós consumimos grandes quantidades de conteúdo online. Parte deve-se ao facto de grande parte da população ter estado em casa, confinados, com o acesso à internet a ser a nossa janela para o mundo, outra parte porque se tornou o “novo normal”, ao trabalhar remotamente. Muitos negócios apostaram em estabelecer uma forte relação online com os seus consumidores, quer seja através das suas redes sociais, e-commerce ou melhoria da sua presença online no geral.

Com as circunstâncias únicas com que estamos todos a lidar a trabalhar a partir de casa ou longe do escritório, é dada exposição a uma série de novas ferramentas que podem ter passado ao lado anteriormente. Tudo, desde a utilização de respostas automáticas ao fluxo de trabalho automatizado, pode ter um grande impacto na forma como uma equipa opera. A verdadeira oportunidade é usar este tempo para pensar como se pode utilizar a tecnologia e a automação para tornar um negócio mais relevante e mais eficiente.

 

4. Procurar oportunidades de parceria

A pandemia trouxe muitos factores de stress para as micro, pequenas médias empresas ao ter de lidar com (possíveis) demissões, pagamento de contas e abrandamento do ritmo de produção e de trabalho. Uma maneira de aliviar alguma dessa tensão pode ser através de parcerias ou apoios. 

Muitos foram os apoios disponibilizados por parte do Governo Português que ajudam na gestão de custos, mas também existe outra forma de trazer atenção a um projeto/negócio. Através das parcerias com outras entidades para realizar novos projetos, como ciclos de webinars, ações de formação ou prestação de serviços, ambas trazem tráfego e atenção à sua respetiva causa, o que vai criar relevância entre os consumidores. Mesmo em tempos difíceis, é possível encontrar projetos com que se identifique e construir relacionamentos de longo prazo.

 

5. Abordar um mundo diferente

Se esta pandemia não desaparecer durante meses, ou se as pessoas não voltam a trabalhar da mesma forma ou a fazer compras em massa, o que acontece se o tão esperado retorno à “nova normalidade” nunca se materializar? 

Muitas startups ou PME poderão não sobreviver à espera que o status quo seja retomado. É preciso reconhecer que o mundo mudou para sempre e desenvolver planos, ideias, projetos que sejam relevantes para o mundo atual e para o que vem a seguir.

 

 

São tempos difíceis para qualquer negócio/projeto passar, mas a boa notícia é que se pode usar esses tempos difíceis para fazer mudanças positivas. À medida que se investe no projeto e na sua mão-de-obra, estas mudanças podem tornar-se permanentes. Construir melhores sistemas de trabalho remoto, desenvolver novos produtos/serviços pode levar um negócio a novos mercados, responder à adversidade para antecipar e preparar mudanças que se avizinham são só algumas das formas que pode adotar para continuar a inovar.

 

 

Missão


A Rede Nacional de Incubadoras tem como objetivo identificar, mapear e interligar as incubadoras e aceleradoras existentes no País, criadas por iniciativa de universidades, polos científicos e tecnológicos, autarquias, empresas privadas ou entidades estrangeiras.


Visa também identificar e suprir lacunas a nível regional e sectorial e promover a cooperação e partilha de recursos físicos e de know-how, de redes de mentores e investidores, promover a formação dos seus gestores, a profissionalização dos serviços oferecidos a empreendedores e empresas incubadas e um aumento da competitividade das incubadoras portuguesas, a nível nacional e internacional.


Pretende se assim colocar as incubadoras e aceleradoras num papel central do ecossistema de empreendedorismo.

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