CONTINUAR A COMUNICAR

Dicas para comunicar melhor durante uma crise

Quer seja a crise Covid-19 ou de outro tipo, a maneira como – e o que – comunicamos em tempos de crise pode ser crucial para o futuro de uma incubadora ou startup. 

A pandemia COVID-19 está a gerar crises empresariais a um ritmo alarmante. Estas mudanças repentinas e inesperadas numa empresa ou setor podem gerar confusão o que ultimamente irá afetar a maneira como ações, tarefas e decisões são tomadas e comunicadas internamente e externamente. Liderar não é tarefa fácil, mas é especialmente nestas alturas que deve manter um discurso simples e direto ao assunto.

 

1. Pensar antes de agir

Por mais clichê que esta dica possa parecer, é também a mais eficaz. Quando nos deparamos com uma crise, existe uma maior propensão a cometer erros porque ações irracionais e impulsivas são tomadas. É necessário aprender a reagir apenas após haver alguma dedicação ao assunto e não ter receio de consultar alguém necessário até ter de se tomar uma decisão.

 

2. Estratégia

Estabelecer uma estratégia de comunicação em tempos de crise é sinónimo de definição de metas realistas, mensagem clara e concreta e recorrer à adaptação, se necessário. Para tal, é essencial perceber as expectativas existentes antes de definir um plano: se alguma coisa não é possível comunicar/promover neste momento, quais são as alternativas? É através deste exercício que se consegue estabelecer algo como prioritário ou não.

Aqui fica uma lista de questões curiosas a fazer quando em dúvida:

  • A informação já é pública? Qual é a probabilidade de se tornar público?
  • O que já foi, ou não, feito ou dito?
  • É relevante para este momento?
  • O que é que os meus destinatários já sabem?
  • Como é que esta informação pode beneficiar a incubadora ou startup?
  • Que formas existem de comunicar isto?

 

3. Mensagem

A mensagem que escolher passar tem sempre de ter em conta duas coisas:

  • Quem é o público-alvo?
  • Quão ampla, ou estreita, deve a mensagem ser para alcançar aqueles que são importantes?

Moldar a mensagem a partir da perspetiva do público-alvo é crucial. Não importa qual seja a situação, os destinatários querem sempre saber como é que isso os vai afetar, portanto é importante que, antes de comunicar alguma coisa, se questione sobre como é que a informação prestes a ser divulgada os vai afetar e se já tem soluções para tal.

Deve ser transparente e claro o que se quer expor: pontos de conversa mantêm o discurso fluido, aumenta a clareza e cria uma melhor compreensão por parte dos destinatários. Idealmente, a mensagem deve ter dois ou três pontos para tornar o discurso conciso.

Pode-se optar por um porta-voz. O porta-voz deve ter credibilidade, algum tipo de autoridade e estar confortável a responder a quaisquer perguntas. Se é um problema geral, os destinatários preferem ouvir o Presidente ou o CEO, se a situação for técnica, um especialista nesse setor pode ser a chave e se os colaboradores normalmente recebem informações dos seus responsáveis, mantenha esse formato.

O porta-voz deve ser preparado sobre o que dizer e não dizer, incluindo perguntas antecipadas. Se a questão é pública, certifique-se de que todos sabem dirigir-se ao porta-voz apropriado.

 

4. Adaptar

Até os planos mais bem definidos são alvo de obstáculos de vez em quando. Às vezes é preciso ajustar o plano à medida que novas informações são conhecidas, de forma a manter a mensagem e a estratégia de comunicação relevante.

 

Não existe nenhuma receita perfeita ou capaz de satisfazer todo o tipo de incubadora ou startup, mas estas quatro dicas são as bases para construir um plano de comunicação ideal, em época de crise.

 

 

Missão


A Rede Nacional de Incubadoras tem como objetivo identificar, mapear e interligar as incubadoras e aceleradoras existentes no País, criadas por iniciativa de universidades, polos científicos e tecnológicos, autarquias, empresas privadas ou entidades estrangeiras.


Visa também identificar e suprir lacunas a nível regional e sectorial e promover a cooperação e partilha de recursos físicos e de know-how, de redes de mentores e investidores, promover a formação dos seus gestores, a profissionalização dos serviços oferecidos a empreendedores e empresas incubadas e um aumento da competitividade das incubadoras portuguesas, a nível nacional e internacional.


Pretende se assim colocar as incubadoras e aceleradoras num papel central do ecossistema de empreendedorismo.

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